Series Epic
Mama
2024
Acrylic/Canvas
70 x 100cm
Available
US$ 2,500
Series Epic
Mama
2024
Acrylic/Canvas
70 x 100cm
Available
US$ 2,500
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Description
This work belongs to the Epic series, a body of paintings that reflects on survival as an essential condition of the human experience. It is not merely about endurance, but about the continuous transformation required to remain standing in the face of an unpredictable world.
The wolf appears here as a figure of strength and responsibility. Yet its body is no longer entirely organic. Rock replaces flesh, as though experience had settled upon it over time, turning vulnerability into structure. Every stratum speaks of a battle endured, a loss absorbed, a lesson that has become part of the foundation sustaining existence.
The painting was conceived as a tribute to my mother and, by extension, to all those whose lives have been shaped by selflessness and care. There is a form of heroism that rarely enters official narratives: the heroism of those who confront hardship each day without abandoning their commitment to protect the people they love. It is a quiet heroism, built not through extraordinary feats, but through the persistent repetition of ordinary acts that allow others to move forward.
Within Epic, struggle is not understood as permanent confrontation, but as a process of inner refinement. To survive is to develop better tools for inhabiting reality: learning when to endure, when to transform, and when to bear the necessary weight to preserve what one loves. The rock emerging from the animal's body symbolizes a hardening that does not erase sensitivity, but safeguards it.
The painting therefore reflects on the invisible forms of courage. Every challenge reshapes our inner structure, just as pressure and time shape a mountain. What we call strength is not a natural state, but the result of countless transformations that turn experience into foundation.
Like the geological landscape that replaces the wolf's body, identity is built layer by layer. We are the sum of the battles we choose to fight and, above all, of those we willingly endure for the sake of others.
Descripción
Esta obra forma parte de la serie Épica, un conjunto de pinturas que reflexiona sobre la supervivencia como una condición esencial de la experiencia humana. No se trata únicamente de resistir, sino de la transformación constante que exige permanecer en pie frente a un mundo imprevisible.
El lobo aparece aquí como una figura de fortaleza y responsabilidad. Sin embargo, su cuerpo ha dejado de ser completamente orgánico. La roca sustituye la carne, como si la experiencia hubiera sedimentado sobre él hasta convertir la vulnerabilidad en estructura. Cada estrato habla de una batalla atravesada, de una pérdida asimilada, de un aprendizaje que ya forma parte de aquello que sostiene la existencia.
La obra nace como un homenaje a mi madre y, por extensión, a todas las personas cuya vida ha estado marcada por la abnegación y el cuidado. Existe una forma de heroísmo que rara vez ocupa los relatos oficiales: la de quienes enfrentan cada día las dificultades sin renunciar a proteger a los suyos. Un heroísmo silencioso, construido no por gestas extraordinarias, sino por la repetición obstinada de actos cotidianos que permiten que otros continúen.
En Épica, la lucha no se entiende como confrontación permanente, sino como un proceso de perfeccionamiento interior. Sobrevivir implica desarrollar mejores herramientas para habitar la realidad: aprender cuándo resistir, cuándo transformarse y cuándo cargar sobre uno mismo el peso necesario para preservar aquello que se ama. La roca que emerge del cuerpo del animal simboliza ese endurecimiento que no anula la sensibilidad, sino que la protege.
La pintura propone así una reflexión sobre las formas invisibles del coraje. Cada desafío modifica nuestra estructura interior, del mismo modo que la presión y el tiempo modelan una montaña. Aquello que llamamos fortaleza no es un estado natural, sino la consecuencia de innumerables transformaciones que convierten la experiencia en fundamento.
Como el paisaje geológico que sustituye al cuerpo del lobo, la identidad se construye capa tras capa. Somos el resultado de las batallas que elegimos librar y, sobre todo, de aquellas que aceptamos sostener por los demás.
Descrição
Esta obra faz parte da série Épica, um conjunto de pinturas que reflete sobre a sobrevivência como uma condição essencial da experiência humana. Não se trata apenas de resistir, mas da transformação constante exigida para permanecer de pé diante de um mundo imprevisível.
O lobo surge aqui como uma figura de força e responsabilidade. No entanto, seu corpo deixou de ser inteiramente orgânico. A rocha substitui a carne, como se a experiência tivesse se sedimentado sobre ele ao longo do tempo, transformando a vulnerabilidade em estrutura. Cada estrato fala de uma batalha atravessada, de uma perda assimilada, de um aprendizado que passou a fazer parte daquilo que sustenta a existência.
A obra nasce como uma homenagem à minha mãe e, por extensão, a todas as pessoas cujas vidas foram marcadas pela abnegação e pelo cuidado. Existe uma forma de heroísmo que raramente ocupa os relatos oficiais: a daqueles que enfrentam as dificuldades de cada dia sem abrir mão de proteger aqueles que amam. Um heroísmo silencioso, construído não por feitos extraordinários, mas pela repetição obstinada de gestos cotidianos que permitem que outros continuem.
Em Épica, a luta não é compreendida como um confronto permanente, mas como um processo de aperfeiçoamento interior. Sobreviver implica desenvolver melhores ferramentas para habitar a realidade: aprender quando resistir, quando se transformar e quando carregar sobre si o peso necessário para preservar aquilo que se ama. A rocha que emerge do corpo do animal simboliza esse endurecimento que não elimina a sensibilidade, mas a protege.
A pintura propõe, assim, uma reflexão sobre as formas invisíveis da coragem. Cada desafio modifica nossa estrutura interior, da mesma forma que a pressão e o tempo moldam uma montanha. Aquilo que chamamos de força não é um estado natural, mas a consequência de inúmeras transformações que convertem a experiência em fundamento.
Assim como a paisagem geológica que substitui o corpo do lobo, a identidade é construída camada após camada. Somos o resultado das batalhas que escolhemos travar e, sobretudo, daquelas que aceitamos sustentar em favor dos outros.